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Quarta-feira, Junho 09, 2004

Eu to voltando a procurar mais sobre TDAH (Transtorno Déficit de Atenção com [ou sem] Hiper-atividade/Impulsividade) ou DDA (Distúrbio Déficit de Atenção).
TDAH e DDA são a mesma coisa, DDA é um termo mais antigo, e TDAH é mais recente.
Ainda mais porque depois da reportagem do Globo Repórter, li alguns blogs, e comunidades (orkut) que tem pessoas equivocadas sobre o TDAH (DDA).
TDAH é causado por uma falha no cérebro, mais provavelmente no córtex pré-frontal, TDAH é uma doença, mas uma doença que não se pega, se nasce com, se cresce com, e isso pelo jeito foi extremamente frisado na reportagem, fazendo com que as mamães, principalmente as de primeira viagem, ficassem assustadas achando que seu bebê tem TDAH.
Acho natural uma criança aparentemente hiper-ativa, as pessoas, tanto crianças ou adultos que possuem TDAH apresentam muito mais sintomas, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiper-atividade (apesar de que só metade das pessoas com TDAH sejam hiper-ativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.
Não que pessoas normais não tenham os mesmos sintomas, mas nos casos de TDAH, não é um caso de não querer, mas muitas vezes de não poder, eu por exemplo, por mais que me esforçasse a prestar atenção no dever de casa, mais minha concentração fugia, e quanto mais pressão eu tinha de aprender algo, mais eu ficava perdido, a repreensão é constrangedora, e inibe qualquer chance de âmbito que a pessoa tenha.
Pessoas com TDAH também tendem a buscar conflitos, mesmo inconscientemente, pra estimular o córtex pré-frontal, e mesmo se eu citar todos os sintomas, ainda assim pode ser um caso isolado, ou depressão, ou deficiência mental, psicose, etc...
Uma pessoa com TDAH não é totalmente distraída, ela se distrai facilmente se for um assunto corriqueiro, tarefa escolar, trabalho de casa, sermões, reuniões, mas se algo é interessante para o portador de TDAH, essa consegue ficar concentrada por horas a fio.
Não é só dizer que o filho não se interessa pelo brinquedo por muito tempo, que isso ou que aquilo, crianças são muito espertas, umas mais agitadas ou calmas que outras, umas mais distraídas ou atentas que outras, e isso vale pra todos os sintomas de TDAH, perceba com o tempo, evite dar broncas excessivas, não só os TDAH, mas todos agimos melhor com estímulos positivos...
Eu poderia ficar aqui escrevendo horas a fio, ou trocando idéias, mas acho melhor parar por aqui (já estou perdendo minha concentração), não vá tirando conclusões precipitadas, espere e observe bastante, um momento em que consegue-se observar melhor é quando o filho começa a freqüentar uma escola, qualquer dúvida procure a orientação de um médico especialista.
A minha busca sobre esse assunto é pessoal, já que me identifico extremamente com todos os sintomas desde que me lembro por gente, mas ainda assim preciso de um aval médico pra ter certeza de ser portador ou não de TDAH/DDA. Só não fiz os exames com um médico ainda porque eu prefiro ir a um médico que eu entenda perfeitamente, pra fazer minhas perguntas deliberadamente e entender as respostas que me seriam cabidas, enfim, quero procurar um médico no Brasil.

Nos sites abaixo você pode encontrar mais informações e testes (não definitivos) para se ter uma idéia se tem ou não possibilidade de haver TDAH.
http://www.metas.com.br/add/add.htm
http://www.tdah.org.br

:: Por Reason_in_Madness | 12:01 | :: Comments:


Sexta-feira, Maio 21, 2004

Doces sonhos


Nos primeiros meses de vida, o bebê passa metade do tempo em que dorme sonhando.


Iracy Paulina


Olha, ele está sonhando com os anjinhos! Essa é a frase clássica que os adultos usam para explicar por que o bebê, dormindo, dispara aquele sorriso encantador. Será mesmo que desde pequeno ele sonha? Com o que sonharia? Para que serviriam esses sonhos?
Não existem pesquisas conclusivas para responder a essas perguntas e quem poderia falar com mais propriedade sobre o tema, o próprio sonhador, ainda não domina as palavras. Mas neurologistas, psiquiatras e psicólogos levantam algumas hipóteses a esse respeito.
Os indícios mais concretos são apresentados pelos neurologistas que estudam o sono. "Os sonhos acontecem num estágio do sono que chamamos de REM", explica Rubens Reimão. REM é a sigla em inglês para Movimento Rápido dos Olhos, característica observada nas pessoas quando elas atingem esse patamar de repouso. Enquanto dormimos, alternamos fases de sono não-REM com o sono REM. Na primeira fase, a não-REM, as ondas cerebrais vão desacelerando. Na REM elas aceleram novamente, e o cérebro passa a trabalhar quase que no mesmo ritmo de quando estamos acordados. Tudo isso é medido por um exame, o eletroencefalograma, e pela observação da movimentação dos olhos e do grau de relaxamento muscular de quem dorme.

Sono REM

Contrapondo os resultados desses exames com o relato das pessoas estudadas, verificou-se que é na fase REM que acontecem os sonhos. "Os bebês, inclusive os prematuros também têm sono REM, como provam vários estudos. Isso nos leva a acreditar que mesmo antes de nascer, ainda no útero, eles já sonham", observa Reimão.
Logo após o nascimento, cerca de 50% das l6 horas diárias dormidas pela criança são de sono REM. À medida que ela cresce, esse porcentual vai caindo. "Por volta dos 2 anos, a média de sono REM fica em 30%, contra os 20% dos adultos", compara a neuropediatra Márcia Pradella-HaIlinan.

Revendo experiências

Mais complicado é descobrir o que ocorre dentro da cabecinha dos bebês quando estão na fase REM do sono. Para o neurofisiologista Fernando Pimentel de Souza, nos primeiros meses de vida, os sonhos que as crianças têm são muito diferentes dos de um adulto. "Em vez de sonhar, o bebê 'vive' a herança genética de seus antepassados. É como se ele estivesse se submetendo a um cursinho rápido de como ser gente, repassando mentalmente toda a carga de movimentos e comportamentos herdados de seus ancestrais", diz Souza.

Sonhar ajuda a consolidar a memória

Outra corrente de especialistas acredita que, embora os primeiros conteúdos sejam diferentes, o mecanismo de construção do sonho nos bebês é igual ao dos adultos. "Nos sonhos, as pessoas revivem suas experiências, misturando o que aconteceu no dia anterior com coisas do passado remoto", diz a neuropediatra Márcia Pradella-HaIlinan. Esses sonhos são alimentados principalmente por imagens que captamos através da visão, experiências motoras, sons e odores. Nos bebês, o sentido visual é um dos primeiros a se desenvolver. "O bebê dirige a cabeça para objetos brilhantes ou vermelhos já na primeira semana de vida. E, provavelmente, seus sonhos são formados de luz e cores", observa Márcia.
Daí para diante, o repertório vai se ampliando à medida que aumentam suas aquisições e vivências. Passam, então, a povoar a mente do pequeno dorminhoco os objetos que ele seguiu com o olhar curioso durante o dia, as brincadeiras com a mãe, sua própria imagem que já reconhece no espelho. Dos 6 aos 9 meses, com o sentido da visão mais aprimorado, ele começa a enxergar em profundidade: já pode, a partir daí, sonhar em três dimensões.
Imagens e sensações
Alguns estudiosos defendem a tese de que os primeiros sonhos dos bebês independem de imagens. "No início, eles refletem mais sensações de aconchego, plenitude, fome, abandono ou outros sentimentos provocados por situações pelas quais a criança passou enquanto estava acordada" , diz a psicóloga Rosane Landmann.
Há quem vá ainda mais longe e afirme que os sonhos do bebê incorporam também o que o pequeno sentia quando estava na barriga da mãe. A criança revive climas e sensações da vida intra-uterina. "São lembranças que ela traz registradas na memória. Há casos em que, por volta dos 3 anos, quando já consegue se expressar, a criança relata, com muita naturalidade, alguns detalhes dessa etapa como, por exemplo, o fato de que lá dentro (da barriga da mãe) tinha água", afirma a psiquiatra Maria José Franklin. "É também a partir dessa idade que a criança começa a separar a realidade do sonho, coisas que o bebê confunde", explica a psiquiatra Cecília das Neves Assumpção.
Uma forma de aprender
O sonho do bebê não é só fantasia: tem lá seus efeitos práticos. "As pesquisas mostram que ele desempenha um importante papel na organização do sono", diz o pediatra e psiquiatra Wagner Ranna. "Qualquer pessoa que não passe pelo estágio do sono REM dorme mal", afirma. Ranna transpôs esses conhecimentos para o tratamento de bebês com insônia. "A observação clínica dessas crianças insones nos leva a crer que elas não conseguem sonhar direito", explica o pediatra. Se isso persistir, por volta dos 2, 3 anos elas serão sérias candidatas a apresentar dificuldades no desenvolvimento ou comportamentos de hiperatividade.
Sonhar também é uma forma de aprendizagem. "O sonho ajuda a consolidar a memória", afirma o neurofisiologista Fernando Pimentel de Souza. É através dele que selecionamos o que vamos aprender. Ao passar em revista o que viveu, o cérebro escolhe quais as informações que serão gravadas na memória e quais serão jogadas fora —um processo seletivo que tem a ver com o impacto emocional daquelas experiências. “Para o bebê, portanto, o sonho é o momento no ele processa e apreende as intensas descobertas que está fazendo” afirma a neuropediatra Márcia Pradella-HaIlinan. "Uma das hipóteses que explica por que o bebê tem uma quantidade maior de sono REM é essa: ele precisa elaborar o grande de volume de informações que recebe nos primeiros meses de vida complementa o neurologista bens Reimão.

OS PESADELOS

Não são apenas coisas boas que povoam os sonhos dos bebês. “Quando eles são submetidos, durante o dia, a experiências desagradáveis, como ficar expostos a ambientes barulhentos e estranhos, por exemplo, à noite podem acordar sobressaltados, chorando, ao relembra-las”, descreve a psicanalista Maria Cecília Proença da Silva
Dores ou desconforto do corpo, como cólicas ou fome, também costumam se misturar aos sonhos, transformando-os em pesadelos : E isso não tem nada a ver com terror noturno, um distúrbio do no que costuma aparecer em crianças a partir dos 3,4 anos.
"O pesadelo serve para digerir estímulos negativos", conta a terapeuta. Apenas se eles se repetirem com muita freqüência, atrapalhando o bom andamento sono da criança, pode ser necessário um acompanhamento terapêutico. Nesses casos, segundo Maria Cecília, cerca de quatro sessões com a criança e os pais costumam ser suficientes.



Entrevistados: Cecília das Neves Assumpção, psiquiatra especializada em crianças; Fernando Pimentel de Souza, neurofisiologista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais; Maria Cecília Proença da Silva, psicanalista e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise;
Maria José Franklin, psiquiatra e professora da Universidade de Campinas, SP; Márcia Pradella-HaIlinan, neuropediatra do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo/Unifesp; Rosane Landmann, psicóloga, São Paulo; Rubens Reimão, neurologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo; Wagner Ranna, pediatra e psiquiatra do Instituto da Criança da Universidade de São Paulo.


Revista Crescer, ano 8 nº 85, dezembro de 2000




:: Por Kaluna | 19:54 | :: Comments:


Terça-feira, Maio 11, 2004

Olá gente, esse é meu primeiro post por aqui. Pois é, custou mais cheguei. Não sabia por que tema começa, então o tema me escolheu, ontem a noite, ao notar mais uns dentinhos nascendo em Manrique. Espero poder acrescentar algo a vcs.

"PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A DENTIÇÃO"
http://web.sercomtel.com.br/odonto/cuidadosbebe.html

Quando nascem os dentes de leite?
Por volta do oitavo mês, mas pode haver antecipação. Geralmente, a dentição do bebê completa-se por volta de 2 anos e meio.

O bebê sente dor quando nascem seus dentes de leite?
O surgimento dos dentes é uma ocorrência natural, portanto não provoca dor, nem sangramento. Entretanto, alguns sintomas podem aparecer: aumento de saliva devido à maturação das glândulas salivares e à dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida; diarréia, em conseqüência de distúrbio gastro-intestinal causado pela contaminação através de objetos levados à boca do bebê e pela sucção dos dedos, principalmente em condições de higiene inadequada; febre "baixa e passageira", provocada por substâncias que regulam a temperatura corpórea, liberadas durante o rompimento da gengiva e irritação local provocada pela pressão dos dentes na gengiva (o que não necessita de medicação alguma).

Os mordedores ajudam na erupção dos dentes?
Existem mordedores macios que contêm um gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses mordedores, quando utilizados pelos bebês, aliviam a irritação da gengiva causada pela pressão dos dentes em erupção. Se eventualmente a irritação for grande, um anestésico tópico não irritante, aplicado 3 a 4 vezes por dia, também pode dar alívio temporário, desde que prescrito corretamente, já que ele pode ser tóxico, por sua rápida absorção.

É necessário escovar os dentinhos do bebê?
Sim. É importante fazer a higienização antes mesmo da erupção dos primeiros dentinhos. Para tanto, pode ser usada uma dedeira ou gaze embebida em água filtrada que deve ser esfregada delicadamente na gengiva do bebê. Após a erupção dos primeiros dentinhos, uma escova apropriada com cerdas reduzidas e macias deve ser usada, principalmente após as refeições.

O bebê pode usar creme dental?
Quando erupcionam os primeiros dentinhos, pode-se utilizar uma escova de dentes somente molhada em água. Quando o bebê estiver com um maior número de dentes, o creme dental deve ser usado em pequena quantidade, o equivalente a um grão de ervilha ou até menos, visto que os bebês engolem cerca de 70 % do creme durante a escovação. Como o creme dental contém flúor, o excesso ingerido pode provocar fluorose, alterando a cor dos dentes.

E se o bebê não deixar escovar os dentes?
A mãe precisa ter paciência e tentar transformar a escovação em uma brincadeira divertida. Usar uma escova colorida ou cantar música acompanhando os movimentos da escovação pode ajudar. É interessante que o bebê veja seus pais escovando os próprios dentes.

Que tipo de mamadeira usar para os bebês que não podem ser amamentados no peito?
Existem mamadeiras que possuem bicos muito semelhantes ao seio materno e garantem bom posicionamento da língua durante o aleitamento. O furinho do bico deve ser estreito para forçar o bebê a sugar, o que estimula a musculatura e o crescimento da mandíbula. A posição em que o bebê toma sua mamadeira também é importante: ele deve estar inclinado e nunca completamente deitado.

A mamadeira e a chupeta podem alterar o posicionamento dos dentinhos do bebê?
Todo hábito quando prolongado prejudica o posicionamento da língua e a musculatura bucal. Deve ser planejado eliminar da rotina do bebê a chupeta e a mamadeira o mais cedo possível, até no máximo por volta dos três anos.

Antibióticos prejudicam a dentição?
Depende. Todo antibiótico ou medicamento, quando administrado, deve estar em dose adequada e sob a supervisão médica e/ou odontológica.

Os bebês podem ter cárie?
Sim. O hábito de o bebê ser amamentado ou alimentado com mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar a cárie de mamadeira ou de aparecimento precoce. Se não houver higienização nesse período, esse tipo de cárie acomete os dentes rapidamente, pois, durante o sono, o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da cárie de mamadeira constituem manchas brancas e opacas que muitas vezes passam despercebidas pelos pais.

Quando deve ser a primeira consulta do bebê ao dentista?
A primeira consulta deve ser feita antes mesmo do aparecimento dos primeiros dentes. Uma consulta agradável, em um ambiente amistoso, ajudará o estabelecimento de um vínculo afetivo com o dentista. É importante também um programa de educação e medidas preventivas que evitem o aparecimento de cárie e doenças gengivais.

:: Por Ciça | 15:53 | :: Comments:


Segunda-feira, Abril 26, 2004



O MUNDO EM MINHA BOCA


No começo, só dormir e mamar. Depois, uma tímida maozinha chega aos lábios. Com alguns meses de treinamento, a criança jà está mais do que preparada para analisar, com a boca, qualquer objeto. Um mundo novo e sedutor que vai sendo descoberto e explorado. Aí, coitados dos brinquedos que caírem em suas mãos...



Primeiro, um dedinho na boca, depois a mãozinha, o dedo do pé ou o pé inteiro! Cenas como essa são comuns até um ano de idade. Ao colocar os objetos na boca, o bebê aprende a interagir com o mundo, desenvolvendo seus sentidos e emoções. Nos dois primeiros meses de vida, além de mamar, ele primeiro suga o dorso da mão, explorando cada centímetro. Assim, inicia seu aprendizado de conduzir os objetos à altura dos lábios, coordenando os movimentos dos braços (experiência motora) com a sensação agradável de colocar a mão (ou o dedo) na boca. Além disso, segundo vários estudos, os bebês se acalmam enquanto chupam o dedo e outras partes da mão. As mamães se divertem, mas, às vezes, ficam preocupadas, pensando que ele está com fome. Mas nem sempre é esse o motivo. Ele está usando e abusando do reflexo de sucção, que é importantíssimo, pois é assim que a criança vai se alimenta também nesse período que ele vai começar a construir suas emoções


Desenvolvimento psicológico

Segundo a psicologia, a chamada fase oral, que é mais marcante até os três meses, mas que dura para sempre, é fundamental por toda a vida. Quando o bebê nasce e, após o primeiro choro, volta a dormir, só vai acordar quando, pela primeira vez, sentir fome. Pela boca, a criança tem sua primeira relação com o mundo externo. Começa a conhecer a vida pela boca, através da mamada e da mãe que, fundamentalmente, vão fornecer seus primeiros registros cenestésicos (memória cenestésica - inconsciente - da qual não lembramos). Esses registros são viscerais, como a fome, a vontade de urinar. Por exemplo, quando uma pessoa diz que sente sempre um vazio na barriga, isto está relacionado a uma falta nesta fase. Por isso, é fundamental, assim como o papel da mãe. São as únicas coisas com as quais o bebê "se preocupa", uma vez que ainda não se lembra de nada, apenas das suas necessidades. E o início da sua percepção do mundo. Somente após os dois anos é que o bebê forma um conceito de identidade e começa a guardar lembranças (memória evocativa).

Pelo menos até os 3 meses a mãe, através da mamada e dos cuidados, é o mais importante elo entre a criança e o resto do mundo. Nos primeiros meses esses são os únicos contatos da criança, quando não está dormindo. Um bebê, no primeiro mês, acorda apenas para mamar. A criança começa a criar a noção de que ela não se basta sozinha e que, à medida que sente fome, depende sempre de alguém para suprir suas necessidades. Daí a importância da relação da mãe com o bebê: ele tem a necessidade do leite e uma carência de afeto que ela deverá suprir.
A partir daí, ele vai construir seu mundo através dessa relação.

O bebê não suga apenas o alimento, mas também a emoção de quem lhe fornece alimento. Principalmente da mãe. Se ela está tensa, alegre, triste, animada, ansiosa, nervosa, feliz, relaxada, enfim, o estado em que estiver, vai ser captado e registrado pelo bebê na sua memória cenestésica. Toques, carinhos, cuidados são muito importantes nessa fase, mas o fundamental é o clima da mãe. Se este não for bom, o desenvolvimento psicológico não será adequado, pois são estas as primeiras impressões que a criança vai registrar do mundo. Isso vai influenciar diretamente nos relacionamentos futuros.

Se a mãe transmite uma sensação de aceitação, proteção e segurança, estará favorecendo o desenvolvimento psíquico da criança, que vai se sentir mais segura e preparada nas situações que enfrentará no futuro. Mas, se o bebê captar rejeição e ansiedade, tenderá a ter maiores problemas nas futuras relações pessoais. Quanto mais bem cuidado, de modo acolhedor, estará mais capacitado psicologicamente. Por isso, a importância dessa fase. Quando a criança não tem o registro de satisfação psicológica nessa fase, tenderá a ser uma pessoa mais insatisfeita com os outros e com a vida. Ao mesmo tempo, é importante que a mãe não fique ansiosa para dar comida aos primeiros sinais de fome, por exemplo.

Muitas vezes, ela mama até a saciedade, mas continua chorando. Ou continua a mamar mesmo depois de estar saciado. Isto ocorre porque a satisfação física difere da satisfação psíquica, apesar de se relacionarem. Não basta saciar a fome da criança, se ela se encontra num ambiente tenso ou está carente de afeto. O afeto ou a tensão são captados pelo bebê, principalmente na hora da mamada. Esse clima captado é que vai garantir, ou não, os registros psicológicos de satisfação e de insatisfação, tão essenciais para o desenvolvimento psicológico da criança.
A mãe precisa ter a sensibilidade de perceber como está se sentindo, para tentar passar o melhor possível para o filho. Depois dessa fase, e de outras duas que se seguirão até os dois anos, ele começa a criar a noção de identidade psicológica (o Eu) e noção de identidade corporal.

Desenvolvimento neurológico

Aos três, quatro meses, o bebê já está preparado para levar, com mais frequência, sua mãozinha aos lábios. Para orgulho (e desespero) dos pais, também começa a segurar objetos e a sugá-los. Inicialmente é uma ação motora acidental: no que a criança vai conduzir a mão à boca, em vez de encostá-la, põe sem querer o objeto. E descobre que essa experiência é agradável, passando a repeti-la várias vezes. As terminações nervosas da boca levam ao cérebro do pequenino todas as impressões recolhidas quando entram em contato, por exemplo, com o seio materno, a mamadeira, a mãozinha. Pouco a pouco o bebê se torna capaz de diferenciá-los, escolhendo o que quer e o que não quer. Nessas descobertas a criança enriquece, progressivamente, a visão de si mesmo, construindo, pouco a pouco, a percepção de um eixo corporal.

Coordenação motora

De tanto treinar, por volta dos cinco meses, nosso explorador-mirim adquire uma coordenação buco-manual perfeita, ou seja, está apto a levar qualquer objeto à boca. Segura o chocalho e demais brinquedos com mais firmeza. Nessa idade, o bebé normalmenteconsegue realizar todas as proezas quando está de barriga para cima. De bruços, também pode alcançar os objetos, mas, sentado, ainda não é capaz de pegá-los. Isso só será possível aos sete meses, quando já possuir o equilíbrio necessário para sentar com apoio. Com essa liberdade conquistada, a criança vai até o brinquedo mais próximo, suspende-o e, mantendo essa coluna ereta, coloca esse objeto na boca. Não satisfeita, ainda pode batê-lo no chão para escutar os barulhos produzidos.

Com oito meses, o bebê não precisa mais do apoio das mãos para permanecer sentado e pode se deslocar em movimentos laterais. Engatinhando, vai atrás dos brinquedos e os põe na boca. Ele só solta sua presa quando encontra outra vítima mais interessante. Aos dez meses, a criança fica de pé e quer conhecer o mundo, isto é, todos os cômodos da casa. Essa é a hora dos pais tirarem do alcance dos lábios do pequeno os objetos que ofereçam algum perigo.

Com um ano, ele pode andar. Consegue também se abaixar facilmente para pegar qualquer objeto. Nessa época, já desenvolveu as principais funções motoras, do simples rolar até o tão esperado caminhar. Aqui é importante destacar que cada fase do crescimento é diferente. Por isso, o bebê precisa aprimorar sua motricidade buco-manual constantemente, ou seja, tem de coordenar os movimentos de conduzir a mão à boca a toda nova aquisição motora. Não é porque aprendeu a pegar os objetos de bruços, ou a sugar de barriguinha pra cima, que possa fazer tais façanhas sentado.

Independência e fala

As conquistas motoras do bebê ocorrem paralelamente ao seu desenvolvimento cognitivo (intelectual) e afetivo. Não dá para separar o lado motor das emoções e dos processos de construção da inteligência. No entanto, muitos pais não sabem que morder os brinquedos e guiar a mão até os lábios é brincadeira séria, que traz muitas vantagens.
A principal delas é a independência: a criança ganha a coordenação motora necessária para, futuramente, ser capaz de levar biscoitos à boca, manejar os talheres, enfim, de alimentar-se sozinha. Ela também se prepara para fazer outras atividades importantes, como escovar os dentes.
Ao colocar mil e uma coisas na boca, a criança desenvolve a motricidade dos lábios, da bochecha e, é claro, da língua. Além disso está se exercitando para adquirir fala e linguagem. Afinal, para aprender a falar, é preciso aperfeiçoar a motricidade dos músculos da região bucal. Depois, o pequeno junta essa vivência motora com a compreensão e faz a linguagem.
Sem essa experiência, ele poderá apresentar algumas dificuldades ao pronunciar as primeiras palavras. Quando suga, o bebê começa a coçar as gengivas. Ao contrário do que muitos pais pensam, esse é um hábito saudável: a criança que esfrega as gengivas com frequência acaba rompendo-as com poucos problemas para o nascimento dos dentes.

Descobrindo o mundo

No primeiro ano de vida, como é que o bebê descobre o mundo, constrói sua inteligência? E justamente através da exploração dos objetos, o que inclui partes do seu próprio corpo e dos adultos. A criança também está vivendo, sensitivamente, a mão do outro. Se pudesse se expressar por palavras, exclamaria: "Hum! Essa mão é diferente da minha!" Na hora em que está sugando sua mão, ela experimenta uma dupla sensação: o prazer na mão e na boca. Se for a mão de outra pessoa, o pequeno sente apenas o prazer oral. Então, essas distinções passam a ser feitas na sua cabeça. A medida que a criança vai evoluindo motoramente, a sucção perde terreno. Quando aprende a sentar, por exemplo, vê o mundo com outros olhos. O mesmo chocalho oferecido ao bebê deitado toma outra feição quando ele está sentado. Agora, não precisa mais só sugar. Pode ver os objetos antes.
Se o neném estiver bem emocionalmente, sempre aprimorando suas funções motoras, a tendência é que a sucção seja mais um modo, e não o único, de descobrir o mundo. Afinal, ela vai sendo, pouco a pouco, substituída por outras habilidades, como a visão e o tato.

Saúde e Segurança

Para os pais, os progressos do bebê sempre são motivo de alegria. Mas é preciso atenção em relação aos objetos que rodeiam a criança e à higiene. Uma caixa de costura aberta, com agulhas, alfinetes e botões brilhantes e coloridos, por exemplo, é algo extremamente perigoso e sedutor. E importante que a mamãe fique atenta e vá conferindo, a cada passo, tudo o que ele está tentando pegar, pois certamente irá parar na boca: parafusos, bolinhas de gude, remédios, lâminas de barbear. Isso também vale para os mais crescidinhos, que também aprontam das suas. Se acontecer da criança engolir algo, não se afobe. O primeiro passo será a localização do objeto, através de um exame de raios X. Mesmo ele estando bem, leve-o ao Pronto Socorro ou ligue para o pediatra, pedindo orientação. Antes disso, não tente usar cotonetes, pauzinhos, pinças ou os dedos para retirar o corpo estranho. Você poderá complicar, ainda mais, a situação. A criança deve ficar sob observação cuidadosa e prolongada, pois alguns corpos estranhos não são identificados pelo raios X. As vezes, os objetos vão se alojar nos pulmões. E necessário fazer, então, uma broncoscopia a fim de localizá-los e retirar o mais cedo possível. Antes do socorro médico, você só deve interferir caso a criança esteja mal, sufocada, com o rostinho azulado, tossindo.

Para isso, existem manobras especiais, chamadas Manobras de Heimlich. Elas criam uma pressão interna positiva, provocando a saída do objeto retido. Mesmo se não conseguir resultados na primeira tentativa, não desista. E o melhor meio de tentar resolver o problema até chegar ao Pronto Socorro. Existem dois tipos de manobras: um para bebês pequenos e outro para crianças maiores. Essas manobras podem salvar a vida deles e, em alguns países, fazem parte de treinamento obrigatório para leigos. Prevenir é muito fácil. Os pais devem fazer uma alteração nos seus hábitos para nunca deixar, por exemplo, o vidrinho de remédios coloridos em cima da mesa, ou os parafusos no tapete da sala. Reorganizar a disposição da mobília e dos eletrodomésticos para facilitar, sem perigo, a movimentação da criança. Essas medidas vão evitar que certos objetos como canetas, grãos, pilhas (muito perigosas, pois contêm substância altamente tóxica), clipes de papel, entre outros, sejam deixados soltos pela casa, ao alcance fácil dos mini-exploradores. E importante também que a mamãe mantenha as mãos do bebê sempre limpas, a fim de evitar possíveis infecções e doenças, que podem ser transmitidas pelo contato destas com a boca.

Colaborou Rafael Millon
Consultores: Dr. Eric Schussel, psicoterapeuta e pediatra, presidente do dep. de Saúde Mental da SBP e Dra. Tânia Saad, neuropediatra


Artigo retirado da Revista Pais e Filhos
Ano 33 n°393


:: Por Kaluna | 10:58 | :: Comments:


Quinta-feira, Abril 22, 2004

Estrabismo Infantil

De tempos em tempos, eu costumo falar sobre o estrabismo infantil, faço isso pois e um problema serio, e muito mais comum do que a maioria das mães acreditam.

O Sergio Daniel tem estrabismo, e logo após os 7 meses, nos começamos a trata-lo.

Quando eu fui ao medico, ele me passou que o Sergio Daniel tinha estrabismo, mas que não era por deficiência visual, e sim por deficiência na musculatura que faz o movimento dos olhos.

O Medico explicou que esses músculos, funcionam como o arreio do cavalo, conduzindo os olhos da gente de um lado para o outro, e que essa condução tem que ser simultânea, mas que se isso não ocorre, a crianças fica estrábica, o que prejudica a visão Bifocal, e as imagens ficam distorcidas, e mais que acaba havendo o risco de ocorrer um segundo problema, uma conseqüência do estrabismo.

Este segundo problema se chama AMBLIOPIA, que e um mecanismo que o cérebro encontra para tirar parte da distorção provocada pela falta de foco nos olhos. Essa solução no entanto seria como uma gambiarra, pois ao invés de concertar o problema, ela desconsidera uma das imagens que esta sendo apresentada, normalmente a imagem emitida pelo olho problemático.

Se não e feito um tratamento para prevenir a AMBLIOPIA, o cérebro se acostuma a não considerar a imagem do olho em questão, e a criança perde a visão deste olho.

O Tratamento do estrabismo e simples, envolvendo.

1- Uso de Tampão

2- Óculos

3- Cirurgia

O Sergio Daniel esta em tratamento há 9 meses, ate agora com o uso de tampão, antes era o dia inteiro, mas agora o uso e feito apenas algumas horas do dia, apesar disto já estamos nos preparando para uma cirurgia corretiva.

Essa e uma cirurgia de pequeno porte, de baixos riscos, onde e dada uma anestesia geral, por conta da idade, e impaciência da criança, e quando a criança e liberada, nem precisa usar curativo nos olhos.

Caso você suspeite que seu bebe tenha estrabismo, procure um oftalmologista, esse profissional lhe trata tranqüilidade, e se por o caso lhe ajudara a solucionar um problema simples, mas que se não for tratado pode ter serias conseqüências

:: Por Tena | 01:47 | :: Comments:


Quinta-feira, Abril 15, 2004

Vou dar sequencia nos artigos sobre segurança, até aque alguem apareça.

Segurança no carro

Carros

Acidentes com veículos (pedestres e passageiros) são a causa líder de mortes com crianças até 14 anos. Para se ter uma idéia, apenas em 2000, 1.246 crianças passageiras morreram vítimas de acidentes de carro.


Mesmo que você seja um motorista cuidadoso, você não pode controlar o comportamento dos outros ou eliminar a probabilidade de um acidente. Entretanto, você pode reduzir em até 71% o risco da sua criança sofrer lesões ou morrer. Descubra como abaixo:

Proteção


A coisa mais importante que você pode fazer para proteger suas crianças é nunca sair de carro com elas sem um sistema de retenção adequado. Crianças no banco traseiro tem de 35% a 50% menos probabilidade de morrer em um acidente de carro. Cadeiras de segurança, quando instaladas e usadas corretamente, diminuem os riscos de morte em 71%. Elas também reduzem em 69% a necessidade de hospitalização na faixa etária até 4 anos. Porém, encontrar a cadeira correta pode ser confuso. É importante usar a cadeira que seja apropriada ao tamanho e ao peso da criança e que se adapte devidamente ao seu veículo.

Práticas de Segurança

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito , crianças devem viajar no banco traseiro até 10 anos de idade. Contudo, considere a estrutura física da criança, ou seja, ela estará pronta para o banco da frente quando estiver adequada ao cinto de segurança do carro. Veja a seguir:

* Crianças recém-nascidas até pelo menos um ano de idade e 09 Kg devem usar cadeiras de segurança – bebês conforto ou cadeiras conversíveis – instaladas no banco traseiro de costas para o motorista.

* Crianças com mais de um ano de idade e entre 09 e 18 Kg podem ficar em cadeirinhas de segurança viradas para frente.

*Crianças que pesem entre 18 e 36 Kg (normalmente entre 04 e 10 anos) devem usar o assento de segurança que posicione corretamente o cinto de segurança. O cinto de segurança para adulto não protege as crianças deste tamanho dos traumas de um acidente.

*Para que uma criança fique segura usando um cinto, ela deve ter altura suficiente para sentar-se e dobrar seus joelhos na borda do assento sem deslizar.

*Quando a criança estiver grande o suficiente, certifique-se de que os cintos de segurança do seu veículo encaixem nela corretamente. O cinto de 2 pontos deve ajustar de um lado a outro no quadril da criança, não no estômago. O cinto de 3 pontos deve cruzar no centro do ombro, não no pescoço ou garganta. Não deixe suas crianças colocarem o cinto de 3 pontos embaixo dos braços ou por trás das costas. Isto pode resultar em sérios acidentes .

* Leia o manual de instrução da cadeira de segurança e do seu veículo cuidadosamente para uma instalação correta.

* A cadeira de segurança deve estar bem presa ao assento do carro, através do cinto de segurança - ela não pode mover mais de 2 cm de um lado para o outro.

* O banco da frente deve ser a ultima opção para instalar a cadeira de segurança, principalmente nos carros que possuem air bag de passageiro. Caso seja inevitável, afaste o banco dianteiro o máximo possível do painel do veículo e desative o air bag.

* Não utilize uma cadeira de segurança que tenha sido envolvida em acidente.

* Certifique-se de enviar o cartão de registro ao fabricante para que seja notificado em caso de quaisquer problemas ou convocações.


Esteja atento ao selo de certificação de Padrões de Segurança (Européia ou Americana). O Brasil possui a NBR 14400, Norma que estabelece os requisitos de segurança de dispositivos de retenção para criança em veículos (cadeirinha e assento auxiliar), mas esta Norma ainda não é compulsória.

:: Por Tena | 20:04 | :: Comments:


Domingo, Abril 11, 2004

Água

Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, afogamento é um assassino rápido e silencioso. No tempo que se leva para...


... atravessar o quarto para pegar uma toalha (10 segundos), uma criança dentro da banheira pode ficar submersa.


... atender ao telefone (2 minutos), aquela criança pode perder a consciência.


... receber um pacote na porta da frente (4 a 6 minutos), uma criança submersa na banheira ou piscina pode ficar com um dano permanente no cérebro.


Para cada criança que se afoga outras quatro são hospitalizadas por quase afogamento. Para todas as admissões hospitalares, quatro crianças são tratadas em salas de emergência.


Mas conhecimento é uma ferramenta poderosa para combater estas tragédias. Sabendo como e onde as crianças se afogam, assim como os passos concretos que você pode dar para evitar o perigo, pode fazer uma diferença de vida ou morte para sua família.

Por isso lembre-se sempre de:

* Nao deixar baldes e bacias, no chao com agua.
* Nao deixar a crianca sozinha na banheira, sem um adulto proximo observando.
* Nao deixe as portas do banheiro abertas, vaso sanitario e um perigo potencial.
* Nao deixe piscinas sem coberturas de protecao.
* Nao deixe a crianca brincando nas bordas de piscinas, chafaris, lago etc...


http://carlota.cesar.org.br/safekids/

:: Por Tena | 17:03 | :: Comments: